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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A stevia não é mais segura - para adoçar só açúcar mascavo e mel

Pesquisadores da Fundação Ramazzini, em Bolonha, na Itália, realizaram um estudo no qual comprovaram que o adoçante sintético (aspartame) provoca aumento no risco de câncer.


Segundo publicado no site saude.terra, o estudo não é o único que indica os malefícios do aspartame. Atualmente, nos Estados Unidos, existe uma campanha para banir o aspartame e outros adoçantes sintéticos do mercado. De acordo com os pesquisadores, eles causariam, além de cânceres, mal de Alzheimer, esclerose múltipla e doenças cardiovasculares, entre outros males.


A alternativa para quem queria manter a forma e a saúde vinha sendo a Stevia: um edulcorante natural que os índios guaranis do Paraguai chamavam de erva-doce. esteviosídeo, composto doce da planta, é até 300 vezes mais doce que a sacarose. Era uma excelente alternativa para os diabéticos por não ser metabolizável nem calórico. Ingerido oralmente, é quase totalmente absorvido pelo trato gastrointestinal alto e eliminado sem alterações pela urina.


Recentemente uma pesquisa realizada pela FAPERJ, a ser publicada na  Food and Chemical Toxicology , revela que Mesmo sendo um produto natural, o consumo do esteviosídeo — adoçante obtido da planta Stevia rebaudiana — por animais de laboratório mostrou que a substância pode causar lesões no DNA das células de diferentes órgãos.


Tudo bem que a pesquisa ainda não comprovou danos permanentes em seres-humanos, porém, se está afetando as cobaias, devemos desconfiar e não nos colocar no lugar delas. Uma pessoa previnida vale por duas. Fiquemos no mascavo e no mel que são fontes mais seguras para adoçar a nossa vida.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cuidado com o chá de Sene

Nunca devemos forçar a natureza. Tudo tem seu tempo. Práticas extremistas no organismo podem acarretar muitos danos à nossa saúde.

Alguns hábitos, principalmente de uso de fitoterápicos, por estarem vinculados ao uso de terapias naturais, podem parecer saudáveis sem serem realmente. Fitoterápicos (remédios a base de ervas e chás) e homeopatias são remédios e devem ser prescritos por um médico.

Mesmo um fruta pode ser prejudicial se o seu organismo não estiver pronto para recebê-la. Por exemplo: Romã é uma fruta abortiva, então não deve ser consumida por grávidas, principalmente o chá de romã; manga é uma fruta de difícil digestão, não aconselhada para quem tem úlceras e gastrite; poderia dar uma infinidade de contra-indicações, mas são alimentos muito benéficos em outros casos, então o importante é o consumo consciente.

A constipação intestinal é um mal cada vez mais frequente em adultos, principalmente nas mulheres, com maiores ocorrências nas grávidas. Como o bom fluxo intestinal é fundamental para uma boa saúde, algumas pessoas adotam o uso de laxantes, os mais conscientes dão preferência aos fitoterápicos como o chá de sene e como se mostra muito eficiente, o seu consumo torna-se um hábito.

Aí está o equívoco. O uso do chá laxante deve ser emergencial. Em casos extremos e esporádicos. Normalmente devemos combater a constipação com um reequilíbrio na alimentação. Basta fazer uma boa combinação entre fibras e líquidos. Algumas pessoas dizem: "Não sei por que fico constipada se consumo muita fibra diariamente."

Não adianta consumir muita fibra e não ingerir muito líquido. Ao contrário irá piorar a situação.


Os laxantes, embora sejam usados para tratar a constipação, com uso contínuo "vicia" o intestino e prejudica sua movimentação, levando à necessidade de quantidade cada vez maior de medicamento, até que o mesmo não mais faz efeito e contribui para o desenvolvimento de constipação. Por isso, esses remédios não devem ser usados indiscriminadamente e sem orientação médica.

Não não se deve tomar chá de sene por mais de 10 dias seguidos. Não administrar a menores de 12 anos, durante a gravidez e lactação, e em casos de inflamação do útero e intestinos. Doses excessivas podem originar cólicas e vômitos.


Fontes:
http://sounatural.com/2008/01/28/plantas-arnica-2-9/
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4830&ReturnCatID=1775

terça-feira, 3 de março de 2009

A dieta perfeita

A dieta perfeita é aquela feita com base em seus exames clínicos. Os nutricionistas chamam de dieta funcional. Com suas taxas de glicerídios, triglicerídios, hormônios entre outros fatores, o profissional poderá montar uma dieta que irá equilibrar seu organismo proporcionando saúde e bem estar.

O papel do Gororobas é sugerir outras formas saborosas de você comer aquilo que o seu nutricionista aconselhou.

Segundo a Dra. Valéria Paschoal, nenhuma dieta pode precisar quantos quilos a pessoa vai perder, porque isso varia da origem do extra peso. Acumulo de líquido é mais fácil de perder que gordura e toxinas. Há casos em que a toxina gerou inflamação de alguns órgão e pode demorar para desinchar e perder peso.

Uma perda drástica de peso, nem sempre é desnutrição, pode simplesmente ser a liberação de líquido que o organismo havia retido.

Cada organismo é um universo particular e sua natureza deve ser respeitada. Conhecendo seu corpo descobre-se que o bem estar estético é uma consequência inevitável da boa saúde.


Fonte: http://www.idmed.com.br/nutricaoMateria.php?sessao=nutricao&topico=2&materia=17

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Alternativas para quem tem intolerância à lactose

Há pouco tempo descobri uma certa intolerância à lactose. Mesmo consumindo pouco leite, na verdade só consumia seus derivados, como iogurtes e queijos, ainda assim aprensentei um desequilíbrio hormonal proveniente do consumo de leite e seus derivados.

Em menos de um mês sem leite, consegui perder quatro quilos e me sinto bem mais disposta.

A fase de adaptação é a mais complicada, agora já não sinto mais tanta falta. ADORO um pãozinho com manteiga derretida de manhã, mas os benefícios são tantos que nem penso no que perdi, apenas no que estou ganhando.

Toda receita de pão, bolo e biscoitos que leve leite, pode ser
substituída por qualquer outro líquido. A escolha do leite nas receitas é mais
pelo sabor que pela consistencia da massa.

Os leites vegetais como o de coco e de soja são alternativas para quem
ainda está em adaptação e sente falta do leite. No lugar de um arroz à piamontese faça um arroz de coco, para um estrogonofe use creme de leite de soja no lugar do creme de leite comum.

Para massas substitua o queijo parmesão ralado por castanha do pará ralada.

Todos os óleos devem ser substituídos por azeite de oliva extra virgem, isso vale também para manteiga. Outra alternativa à manteiga é o tahine (uma pasta de gergelim com óleo de gergelim vendida em casas de produtos naturais - eu faço o meu em casa mesmo).

Use pastas no lugar de queijos, requeijão ou manteiga.

Leia sempre os ingredientes antes de comprar qualquer produto. Existem chocolates sem leite algum, pães, bolos e biscoitos também.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Salada do ínicio ao fim

Salada é sempre bom, em qualquer ocasião e como entrada de qualquer refeição. Ate´no lanche vai bem, principalmente como recheio de sanduiches.

Em qualquer dieta pode-se comer salada, de folhas é claro, à vontade.

Alguns inconvenientes:

  1. As verduras dão um trabalhão para limpar e se estragam facilmente
  2. maioneses são muito calóricas e não devem ser consumidas em locais públicos já que o risco de salmonelas é grande
  3. algumas verduras como agrião e rúcula tem o sabor muito forte (chegam a arder como pimenta)

Como tornar o consumo da salada mais agradável e prático?

É simples, compre as bandejas já higienizadas vendidas nos melhores super mercados. Hoje é possível comprar até orgânicos dessa forma. É um pouco mais caro, mas tem a vantagem de durar muito mais tempo, além de ser bem mais prático.

Outra vantagem dessas bandejas é a diversidade. Ao invés de um monte de alface lisa você terá uma salada variada de diversos tipos de alface, rúcula, agrião, tomatinhos cereja, cenouras, entre outros.

As verduras mais fortes como agrião e rúcula são excelentes para curar problemas de infecções bucais, como aftas e dor de dentes. O ardor é do caule, as folhas são mais suaves, como apenas as folhas e descobrirá o sabor delicioso dessas verduras, outra dica é consumir com pão e massas. Aqui no blog tem receita de fuzile com agrião, pizza de rúcula também é uma delícia.

Lembrem-se, não existe comida ruim, você é que não descobriu a forma de preparar o alimento que mais lhe agrade.

Experimentar sempre é palavra de ordem!

No caso da maionese, substitua por salada de legumes com azeite de oliva, é muito mais saboroso, bem menos calórico e mais resistente também. Os legumes nunca devem cozinhar demais porque perdem seus nutrientes. Compre os orgânicos, cozinhe no vapor por 10 minutos e tempere com azeite e sal, se preferir coloque cheiro-verde e/ou curry, também fica muito gostoso.

Devemos comer salada todos os dias, assim como as frutas, são presentes da natureza, prontinhos para nos nutrir, só precisamos de boa vontade e criatividade para descobrirmos qual a maneira que mais nos agrada nesse tipo de alimentação.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Quando o arroz não é acompanhamento, é prato principal

Hoje já se conhecem tantos tipos de arroz que não se pode mais dizer que arroz só acompanha. Arroz vermelho, arroz branco, parbolizado, integral agulhinha, integral cateto médio, integral cateto redondo, selvagem, selvagem preto e até "arroz proibido".

O "arroz proibido" é um tipo de grão curto e meio arredondado, textura macia, sabor e aroma acastanhado e coloração preta.

Quando cozido solta uma tinta preta como caldo de feijão. Meu pai disse que parece uma mistura de arroz com feijão no mesmo grão. O sabor é tão característico que não pede nenhum acompanhamento e pouquíssimo tempero.

É muito usado como base para risotos de frutos do mar ou cogumelos.

Cultivado na China há mais de 4 mil anos, era assim conhecido, pois era consumido apenas pelo Imperador, cabendo a seus súditos somente a produção dos grãos.

Tinha fama de produto afrodisíaco. Não confundir com o arroz negro selvagem. O "arroz proibido" tem 20% a mais de proteína, 30% a mais de fibra, com menos gordura e menor valor calórico que o arroz integral. É mais rico em compostos fenólicos que são substâncias antioxidantes, que previnem o envelhecimento.




Algumas marcas que produzem o "arroz proíbido":





terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Alimentação de Rainha garante longevidade

Favo com Geléia Real

A Geléia Real é o alimento da abelha rainha e seus embriões. É tão poderoso que aumenta o tempo de vida da abelha de 6 semanas para 5 anos. Mas só a abelha rainha e os embriões podem se alimentar dela, e nós humanos, claro.


Os benefícios da Geléia Rela no organismo humano:

Elimina o
cansaço físico e mental.
Equilibra as funções
gástricase revigora o
fígado
Tem a propriedade de manter o cérebro
jovem, sem o desgaste dos dias
atuais
e propiciando um maior rendimento
da memória e das atividades
intelectuais.
Ciêntistas constataram que os
nutrientes
encontrados na Geléia
Real, possuem componentes que
fortificam
substancialmente o sistema
ocular.
Atua no
rejuvenescimento da pele tanto
a nível celular, como de epiderme.

Esse elixir da longevidade não podemos preparar, ele é preparado exclusivamente pelas abelhas operárias, mas você pode consumir puro ou com mel. Encontra-se facilmente à venda nas melhores casas de produtos naturais.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Hummmm...olha a cuca!!!

Cuca de uva da Méri - R$3,00

Cuidado com a cuca que a cuca te pega!!!


Pega mesmo, e pelo estômago. Foi assim que Méri Terezinha Pamplona Cordeiro conquistou seu futuro marido quando tinha apenas 15 aninhos, na pequena cidade de Rio do Sul, interior de Santa Catarina. O rapaz, de origem alemã, era apaixonado por doces, mas nem sua mãe nem sua sogra eram boas na arte da doceria.
Méri, então, fez um cursinho básico de culinária. O resto ficou por sua criatividade, talento e perfeccionismo. Não só conquistou o marido, como a cidade inteira. Quando teve sua primeira filha, ofereceu um belo café em agradecimento ao seu médico e logo os convidados já queriam fazer encomendas. Foi assim que Méri deixou o magistério para seguir a carreira de doceira de mão cheia. Em Jaraguá do Sul montou seu primeiro café, onde fez nome e amigos. Mudar para para uma agitada cidade turística como Balneário Camboriú foi um desafio. Na cidade industrial de Jaraguá ela era a Méri dos doces, no famoso Balneário pensou que seria apenas mais uma... será?



Começou abrindo uma portinha na rua 1900. Um ano depois mudou-se para um lugar um pouco maior na rua 1800, inicialmente uma "casinha caindo aos pedaços", onde ficou por 7 anos. Há dois anos está na rua 2400 numa casa linda decorada com primor pelo filho que mora na suíça. A delicadeza da decoração lembra mesmo uma primavera europeia, mas o acolhimento da casa é bem brasileiro.



Méri T.Pamplona Cordeiro
O diferencial dos doces de Méri está diretamente ligado à filosofia deste blog, slow food! Méri prefere manter a produção totalmente artesanal ao ingressar na ideologia industrial de crescer sem manter a qualidade inicial.




Na cozinha de Méri as cucas, bolos típicos da região, são batidas à mão e as demais massas em batedeiras caseiras. Todos os ingredientes são puros e selecionados. O fermento usado é o de pão, nada de química ou produtos industrializados. É a única confeitaria da cidade que faz doces para diabéticos.


Pedi a receita da cuca de uva para publicar neste post, mas a doceira me explicou que não usa uma receita pronta, ensinou suas ajudantes a usar a sensibilidade e o amor. Preferiu não dar a receita para evitar que alguém, ao tentar, acabe errando e desacreditando de sua mágica receita.



Então, queridos leitores, para deliciarem-se com esses quitutes amorosos terão de visitar a encantadora cidade de Balneário Camboriú. Outra boa notícia é que os preços da casa são ótimos, assim, você sai duas vezes feliz da casa de Méri.



Espaço para a família - segundo piso
Foto do site http://www.balnear.com/meridoces/

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Os alimentos e as cores

Toda pessoa que busca uma vida saudável logo fica sabendo que, quanto mais colorida sua alimentação, mais saudável ela será. Mas o que significa exatamente isso? Porque tendemos a escolher determinadas cores específicas para compor o nosso prato?

Tenho uma amiga que tem fixação pela cor amarela e não por acaso adora milho e tudo que é feito dele. Porque as crianças não gostam de verdinhos? Tudo isso me chamou a atenção.

Cada cor de alimento identifica nutrientes específicos e respectivos benefícios e propriedades funcionais. Além do que, há muito os psicólogos já provaram que as cores suscitam emoções e alteram os comportamentos.

Há uma tendência natural de se escolher os alimentos de acordo com as cores que indicam nosso temperamento. Pessoas fortes preferem alimentos vermelhos, pessoas concentradas preferem os amarelos, as famintas preferem os laranjas e as calmas os verdes.

Achei muita coisa sobre as cores e a alimentação, desde a o uso da cromoterapia na construção de dietas personalizadas até um quadro de utilização funcional dos alimentos por suas cores que peço a licença para reproduzir:
Para melhor leitura, clique na imagem
Este quadro foi publicado no seguinte site:

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ana Maria Braga e a confusão das bananas

Quem viu o programa Sou Mais Eu, da Rede Globo, ontem de manhã, aprendeu a fazer uma torta de banana, mas ficou sem saber que tipo de banana usar na dita receita. Tudo porque a apresentadora fez a maior confusão sobre os tipos de banana existentes, chegando a dizer que no Rio de Janeiro chamamos de banana da terra a banana nanica.



Esta informação não procede. Existem diversos tipos de banana e cada qual tem nome e características diferentes.



Existem cerca de cem tipos de bananas plantadas no mundo todo, mas as mais cultivadas no Brasil são a nanica e a prata.



A banana é o quarto alimento mais produzido no mundo, só fica atrás do arroz, trigo e milho. É cultivada em praticamente todas as regiões tropicais do planeta.


Fonte apreciável de vitaminas A e C, fibras e potássio, o consumo da banana, em combinação com banhos de sol, produz a vitamina D no organismo, a principal vitamina no combate à depressão.



A banana nanica (conhecida também como banana-d’água, banana caturra, banana-da-china, banana-anã ou banana-chorona) tem casca fina de cor amarelo-esverdeada, mesmo quando madura, apresentando polpa doce, macia e com aroma agradável.



Já a prata, preferida por boa parte dos brasileiros, tem o fruto reto de até 15 cm de comprimento, de casca bem amarela com pequenas manchas marrons, com cinco facetas e polpa menos doce que a da nanica. Além disso, é mais consistente, inclusive para fritar ou assar.

Este era o tipo de banana usado no programa de TV citado no início deste post.


A banana-da-terra (banana-chifre-de-boi, banana-comprida ou pacovan) é um dos maiores tipos de banana conhecidos, chegando a pesar 500g cada fruta, com comprimento de até 30 cm. É achatada num dos lados, tem casca amarelo-escura, com grandes manchas pretas quando maduras, e polpa bem consistente, de cor rosada e textura macia e compacta. Ela é mais rica em amido do que em açúcar, o que a torna ideal para cozinhar, assar ou fritar. É válido lembrar que ela só deve ser consumida desta forma, do contrário é altamente indigesta.


Já a banana-ouro (inajá, banana-dedo-de-moça, banana-mosquito ou banana-imperador) é a menor de todas as bananas, medindo no máximo 10 cm. Tem forma cilíndrica, casca fina de cor amarelo-ouro, polpa doce, de sabor e cheiro agradáveis.




Algumas Fontes:

terça-feira, 17 de junho de 2008

Enfeitando o prato com delicadas delícias - Flores à mesa

Você pode tirar fotos
na exposição
No último sábado estive no Centro Cultural Banco do Brasil para ver a exposição Nippon - Cem anos de integração Brasil-Japão. A exposição está maravilhosa e recomendo a todos que estejam ou venham ao Rio de Janeiro até o dia 13 de Julho.


Um especial desta exposição é que ela oferece ao público a participação na cerimonia do chá, que ocorre aos sábados às 15 horas. Mas não foi a cerimonia que me inspirou este post, e sim a sala tradição II, que faz uma referencia entre as posturas femininas e as flores.


Eu adoro flores e suas representações. No meu casamento usei um buquê de lírios que representava a pureza da nossa união e de lembrança ofertei sementes de amor-perfeito para semear o amor que transbordava dos nossos corações nas terras férteis dos nossos convidados.


Até hoje as poucas flores presentes no Gororobas foram: a alcachofra, a couve-flor e o brócolis. Mas vamos reverter esse quadro agora, pois há muitas flores que são comestíveis e vão deixar suas receitas ainda mais bonitas e apetitosas.


Também figuram como comestíveis os capuchinhos, as rosas, as begônias, as calêndulas, os amores-perfeitos, os crisântemos, as tulipas e as alfazemas.

Uma receita fácil e gostosa e requintada é a de pétalas de rosa cristalizadas, que as senhoras inglesas do tempo da rainha Vitória serviam a seus comensais como um prato sofisticado.

As pétalas eram cobertas com clara de ovo e um pouco de água e, na hora de
servir, polvilhavam-nas com açúcar.
A rosa, assim como os hibíscos, é muito usada em saladas, geléias e tortas, que apresentam um sabor todo especial.


As flores para fins comestíveis devem ser adquiridas de produtores especializados, que não usam produtos agrotóxicos, caso contrário, poderão trazer sérios prejuízos à saúde.

Flores como azaléia e bico-de-papagaio são altamente venenosas, então cuidado, não podemos usar qualquer tipo de flor como alimento, buscar informação em primeiro lugar.


Amanhã falarei sobre como podemos usar cada tipo de flor.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Mexendo com os sentidos

Pense num jantar com a pessoa que você deseja: com certeza vai pensar no clima, nos odores, no visual, numa música romântica.

As respostas que surgem na sua mente já revelam que, para ser afrodisíaco, há que estimular todos os sentidos.

Por isso, se pretende fazer um jantar romântico em sua casa, vai precisar mais que um jantar saboroso. O capricho nos detalhes é uma demonstração de amor, e com certeza vai tocar o coração da pessoa amada.

Alguns aromas são excitantes como o da canela, do cravo, do curry e de algumas pimentas.

Não prepare apenas o jantar, prepare o ambiente. Decore a mesa com pétalas de rosas vermelhas e alguns pauzinhos de canela. Deixe ferver na água um pouco de canela e cravo, o vapor vai aromatizar a casa toda. Use meia luz (abajur) ou luz de velas e coloque uma música que considere bem atraente.

Para o prato principal darei algumas dicas no post de amanhã.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Por que o açúcar dá carie?

O leitor assíduo deste blog já deve ter lido outros posts que revelam os inúmeros males deste sedutor pó branco. Mas como ele é irresistível, muitos de nós acabamos caindo em tentação.

Por isso, eventualmente eu publico alguma sugestão de sobremesas e doces, mas sempre com mel ou açúcar mascavo, que são ao menos mais nutritivos que o açúcar branco.

O prazer é tão grande, e o potencial de vício igualmente intenso que não só nos deixamos levar, como muitos pais acabam acostumando suas crianças com doces ligados a momentos de lazer e união familiar. Não à toa uma marca de açúcar ter adotado a palavra como seu nome.

O mal mais conhecido do consumo de açúcar é a cárie, e estas crianças estão expondo sua primeira dentição a esta doença tão comum, que vai incomodá-la para o resto de sua vida.

Devo dizer que, com uma alimentação natural com pouquíssimo açúcar na infância, cheguei à idade adulta sem ter tido cáries, escovando os dentes apenas pela manhã e à noite.


Todo e qualquer alimento se converte em açúcar e pode causar a placa bacteriana. Ela é a associação de restos alimentares e de bactérias da boca que, utilizando o açúcar da alimentação, formam ácidos que atacam os dentes e substâncias que inflamam as gengivas.

Por isso a higienização é muito importante. As balas e chicletes são os maiores vilões, porque grudam no dente e não saem totalmente mesmo com boa escovação, a boca fica ácida facilitando a ação das bactérias.

Existem vários tipos de açúcares e o grau de acidez varia de um para outro. Por isso, uns doces oferecem maior risco de desenvolvimento de cáries que outros. Prefira o das frutas, seguido do mel e açúcar mascavo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Curiosidades sobre o uso da panela de barro

Quando comprei minha panela de barro das Paneleiras de Goiabeiras (Vitória - ES), meu grande amigo Frank Ferreira, me deu a dica de que quanto mais se usar a panela, melhor ela fica.

Pois bem, segui a sugestão e deixo aqui minhas descobertas:

A panela confere às receitas um toque amanteigado. Adoro manteiga, mas quase não uso por causa dos males que ela traz à saúde. Amei descobrir que misteriosamente a panela de barro desprende um sabor semelhante;

ela mantém o calor da comida por um bom tempo, dispensa rechaud, e fica linda numa mesa de decoração rústica;

quanto mais se usa, mais fica anti-aderente;

facílima de limpar, mais que qualquer outra panela. Mais leve que às de ferro, tão pesada quanto às de inox. Uso apenas pouco detergente biodegradável e uma escovinha, em poucos minutos está limpíssima. Continua quente depois de lavada e seca rapidamente sozinha, devido ao calor.

Pratos que já fiz na minha panela de barro:

Moqueca capixaba, vários risotos, abobrinha com ovo, yakisoba, carne moída,
molhos para massas, omeletes, sopas e caldos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O Mercado Municipal do Rio de Janeiro




Um bom mercado municipal é o espelho da história e da cultura de uma cidade, por isso sou apaixonada por eles. Nunca visito uma cidade sem fazer umas comprinhas no mercado municipal. Lá se encontram os produtos locais, desde cultura agrícola até artesanato.

Sempre me perguntei o porque do Rio de Janeiro, sendo uma cidade referência na história do país, não ter um mercado municipal. E foi num passeio despretensioso numa tarde de sábado que descobri a verdade num sebo da rua do ouvidor. Encontrei um livro dedicado à história dos mercados públicos do Rio de Janeiro.

Projetado pelo engenheiro Alfredo Azevedo Marques, o mercado municipal do Rio de Janeiro situava-se na Praça XV e ia até a rua do ouvidor, foi o maior de todos os edifícios de ferro montados no Brasil, de origem européia, era composto de 16 ruas e mais de 200 lojas de gêneros alimentícios e afins. Algumas pessoas o confundem com o mercado da candelária, que funcionava onde hoje é o espaço cultural dos Correios, ao lado da Casa França Brasil, este sim projetado pelo renomado arquiteto Grandjean de Montigny e que funcionou até 1908, quando o mercado municipal foi inaugurado para substituí-lo.

O patrimônio histórico e cultural da cidade foi demolido na década de 1950, para ocasião da construção do Viaduto da Perimetral, mas se acaso o pesquisador atentar para as fotos da época, perceberá que era desnecessária a demolição. O mercado poderia ser mantido abaixo do viaduto, ou ao menos boa parte dele. O real motivo da demolição estava nos interesses políticos no local.
Hoje, só restou uma das torres do mercado, onde sobrevive com dificuldades, o restaurante Alba Mar. (http://www.albamar.com.br/index.htm)



Os comerciantes, órfãos de espaço para as suas atividades, se reuniram e fundaram a CADIF (Central de Abastecimento do DIstrito Federal) que depois virou a atual CADEG (Central de Abastecimento do Estado da Guanabara).

A CADEG não tem o charme e a aura histórica que têm os mercados municipais, nem está numa localização privilegiada de fácil acesso aos cariocas, mas que tem condições de acordar cedo para fazer as comprar em São Cristóvão, encontrará produtos variados e de excelente qualidade e preço em mais de 700 lojas.

Mas tem que acordar cedo mesmo, porque eles abrem às 04:00hs e ao meio dia já estão fechando as portas, e não funcionam aos domingos.

A CADEG fica na rua Capitão Félix, 110 - Benfica - Rio de Janeiro / RJ (http://cadeg.com.br/)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Coração de alcachofra à mesa, mulheres quentes na cama

Ontem fui às compras com meus pais, havia uma promoção incrível de alcachofras em conserva, meu pai pegou dois vidros e me disse: Hoje vou entrar no Gororobas para descobrir o que fazer com isso.


Fiquei morrendo de vergonha, nunca escrevi nada sobre essa exótica flor medicinal.

Da família das margaridas e girassóis, a alcachofra veio à mesa pela primeira vez nos tempos do Império Romano, quando foram descobertas suas propriedades nutricionais e terapêuticas. Nessa época somente nobres e reis podiam usufruir do seu poder e sabor inigualáveis.

A cada 100g de alcachofra, encontramos boas doses de vitaminas do complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. O sabor amargo estimula as secreções digestivas e água do seu cozimento é um verdadeiro chá de efeito diurético, estimulante da vesícula biliar e ativador da digestão.

Possui uma substância chamada ciarina que atua na melhora das funções do fígado, e é considerado em muitas culturas de medicina alternativa como eficaz no tratamento de diabetes e problemas hepáticos.

Na Antigüidade, elas já eram utilizadas pelos médicos no preparo de medicamentos contra a febre, doenças do fígado, reumatismo e até como antidepressivo. Acredita-se também que levanta a libido feminina, por esse motivo foi proibido o seu consumo por mulheres francesas no tempo de Catarina de Médicis.

É uma iguaria cara no Brasil por não ser cultivada em lugares tropicais, toda alcachofra que compramos por aqui é importada e isso encarece o produto.

O ideal é consumir no mesmo dia da compra, pois ela começa a perder suas qualidades logo depois de colhida.

Preparando sua preciosidade culinária:

Deixe de molho em água com sal e algumas gotas de limão ou vinagre para não escurecer.

Já disse aqui em outro post para nunca usarem panelas de alumínio, elas fazem mal à saúde, mas no caso da alcachofra reforço essa orientação, porque esse tipo de panela escurece as flores.
Para qualquer prato que se queira fazer com ela é necessário seu cozimento. Nunca o faça com muita água. O ideal é cozinhar no vapor, mas se o fizer na água, não ultrapasse a metade da flor. Para saber se está cozida, é só puxar uma folha, se ela se soltar com facilidade é porque está no ponto.

Risoto Coração de uma flor


Coração de alcachofra em conserva (o fundo e o coração são as partes mais nobres da flor)
para cada 200g de alcachofra 1 copo de arroz integral
1 cebola roxa picada
50g de nozes ou castanhas quebradas
azeite de oliva extra virgem
cheiro verde picado

Deixe o arroz de molho por 24 horas, cozinhe no esquema chama de isqueiro que já ensinei em posts anteriores
corte o coração e o fundo da flor em cubos médios (mais para pequenos)

as panelas de barro ou ferro acentuam mais o sabor
faça um refogado da cebola com o azeite, quando ela estiver transparente junte o coração de alcachofra picado, mexa bem e deixa dar uma douradinha.

Junte o arroz já cozido, mexa bem, adicione as nozes e o cheiro verde, prove, pode ser que baste o sal do cozimento do arroz.

Sirva com salada verde e um bom vinho branco.

Excelente afrodisíaco feminino, é uma boa opção para os homens mostrarem seus talentos na cozinha e garantirem uma noite inesquecível à mesa e além dela.

terça-feira, 22 de abril de 2008

A religiosidade e a alimentação

Mesa preparada para Sêder de Pessach

imagem by http://www.cip.org.br/m3.asp?cod_pagina=1030


O homem é um ser religioso por natureza. Mesmo os que se dizem céticos ou agnósticos, acabam por descobrir que crêem em algo, mesmo que seja em algo que eles não sabem explicar o que é. E eu argumento que isso é Deus. Não importa qual a religião ou mesmo a falta dela, o fato é que todos acreditamos em Deus, mesmo quando não temos consciência disso.

Falo de religião aqui, porque religião é cultura e se é cultura, faz parte da gastronomia. A religião inspira as artes plásticas, a literatura, filmes e peças teatrais, e muitas vezes, não só inspira como doutrina a alimentação de seus fiéis.

Já falamos aqui das ceias de Natal, da alimentação no Zen Budismo, da Páscoa cristã, da quaresma e do kosher, a alimentação dos judeus. Hoje falaremos da Páscoa judaica.

Os judeus seguem o calendário lunar, baseado nos ciclos da lua e ajustado de acordo com a maturação da colheita. A cada lua nova inicia mais um mês, neste sistema o ano pode variar entre 12 e 13 meses. Com a dispersão dos judeus pelo planeta houve a necessidade de um calendário fixo e esse é o usado no judaísmo rabínico. Assim como no cristianismo e no budismo, existem diversas ramificações do judaísmo.

De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach (a passagem do anjo da morte para a libertação dos judeus) ocorreu há 3500 anos, quando de acordo com a Torá, Deus enviou as Dez pragas sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebraica sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do animal, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos.

Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargosas como o rábano, por exemplo. À meia-noite, um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó.

O Faraó, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou liberar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou ao Êxodo. Como recordação desta liberação, e do castigo de Deus sobre o Faraó foi instituído para todas as gerações o sacrifício de Pessach.

Pessach é hoje uma festa central do Judaísmo e serve como uma conexão entre o povo judeu e sua história. Antes do início da festa, os judeus removem todos os alimentos fermentados (chamados chametz) de seus lares e os queimam. Não é permitido permanecer com chametz durante a Pessach.

Os objetos de chametz são escondidos, e outros, passíveis de um processo de kosherização são mantidos. Os utilizados para cozinhar passam pelo fogo, e os de comidas frias passam pela água. É proibido realizar qualquer trabalho depois de meio-dia de 14 de Nissan, ainda que um judeu possa permitir que um goy (empregado) realize este trabalho.

Esta é antes de tudo uma festa familiar, onde na primeira noite é realizado um jantar especial chamado de Sêder de Pessach. Desta refeição somente devem participar judeus e gentios convertidos ao judaísmo. Neste jantar a história do Êxodo do Egito é narrada, e se faz as leituras das bençãos, das histórias da Hagadá, de parábolas e canções judaicas. Durante a refeição, come-se pão ázimo e ervas amargas, e utiliza-se roupa de sair para lembrar-se do "sair apressado da terra do Egito".

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O que é schimier?

Como alguns leitores do Gororobas já sabem, morei por três anos em Curitiba, e sou casada com um curitibano coxa branca (que é como são designados os torcedores do Coritiba Futebol Clube) que adora comer bem.

Minha estada na capital paranaense foi uma constante descoberta gastronômica, tanto de pratos que não conhecia como barreado, saltenhas (pastel colombiano), chineques, cueca virada, pierogue e tantos outros como também de outras formas para denominar alimentos e receitas já familiares.

Foi assim com a palavra azeite, que para eles é usado para qualquer tipo de óleo e para nós, cariocas azeite é só o de oliva mesmo; banana nanica eles chamam de caturra; nunca usam a palavra biscoito, para um curitibano legítimo qualquer biscoito é bolacha, pão é broa, e geléia é chimia.

E foi esta última que inspirou o post de hoje. Estava com umas bananas em casa que já preteavam de maduras. Nunca deixo nada estragar, então, resolvi fazer um doce de banana.
Quando meu marido chegou em casa disse: Hummmm...chimia de banana!!!

Chimia é uma derivação da palavra alemã schimier, que significa doce pastoso ou geléia. Como houve uma grande imigração de alemães para o sul do Brasil, a palavra assim como a culinária germânicas se espalharam e se aportuguesaram também.

Minha receita de schimier de banana

Corte as bananas em rodelas, derreta duas colheres de sopa de açúcar mascavo. Junte ao açúcar quente cravo e canela, deixe levantar o aroma. Agora junte as bananas e mexa sem parar até adquirir a consistência desejada. Eu gosto que fiquem uns pedacinhos inteiros da fruta.

Passe para um recipiente de vidro e cubra com um pano até que esfrie. Tampe bem e guarde na geladeira.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Sobre frutas

As frutas estão na categoria de alimentos mais leves da tabela nutricional. Exige do organismo uma quantidade mínima de energia para ser digerida, e dá ao corpo mais que o dobro desta energia em retorno.

A maioria das espécies consistem de 90 a 95 % de água. Isso significa que ela está limpando e alimentando ao mesmo tempo.

O leitor deve estar se perguntando: Se as frutas são tão leves, porque algumas delas me deixam com azia e má digestão?

A razão é que elas não são, em princípio, digeridas no estômago e sim no intestino delgado. por isso, deve-se comer frutas sempre com o estômago vazio .

Elas passam rapidamente pelo estômago, dali indo para o intestino, onde liberam seus açúcares. Mas se houver carne, batatas ou amidos no estômago, as frutas ficam presas lá e começam a fermentar.

A melhor fruta é a da estação, fresca ou o seu suco feito na hora. Suco de lata, vidro ou caixinha não vale. A maioria das vezes ele foi aquecido no processo de vedação e sua estrutura tornou-se ácida .

As centrífugas, dessas que você coloca a fruta inteira, sem água e tem o suco, são excelentes utensílios.Você pode ingerir o suco extraído, como frutose pura, sem água e sem açúcar e vai se surpreender de como o líquido é doce.

Tomando de estômago vazio, o suco é digerido tão depressa que você pode comer uma refeição quinze ou vinte minutos mais tarde que o costume, porque vai se sentir super alimentado.

O dr. William Castillo, chefe da famosa clínica cardiológica Framington, de Massachusetts, declarou que fruta é o melhor alimento que podemos comer para nos proteger contra doenças do coração. As frutas contêm bioflavinóides, que evitam que o sangue se espesse e obstrua as artérias. Também fortalecem os vasos capilares, e vasos capilares fracos quase sempre provocam sangramentos internos e ataques cardíacos.

Uma dieta baseada em um desjejum com sucos de fruta e chás é excelente para desintoxicação. Os sucos ainda tem a vantagem de saciar a fome e consequentemente reduzir o apetite, ajudando assim no emagrecimento.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Entre as estações da colheita e da sementeira, o ano novo tailandês

A comida tailandesa é preparada com arte
o carving (escultura em frutas e legumes)é uma de suas especialidades

O festival de Songkran iniciado no último dia 12 de abril, marca a abertura do tradicional ano-novo na Tailândia. A cada ano, em abril, o Songkran faz reviver o espírito de ancestralidade, marcando o início da estação da renovação. A festa, que vai até a próxima quarta-feira, consiste em um festival de banhos de jatos d'água para lavar a alma, entre ritos e oferendas aos parentes mais velhos e monges budistas.


Neste dia os mais jovens homenageiam os parentes mais velhos e em agradecimento, por bênção e respingos de água, oferecem alimentos.


A comida tailandesa é muito delicada, utiliza pouca gordura, valoriza as frutas (principalmente coco e abacaxi), os peixe e frutos do mar em relação à carne e salpica tudo isso com especiarias diferentes, gengibre, curry, pimenta forte, coentro e limão. As verduras e legumes estão sempre al dente e são irresistíveis até aos mais fervorosos carnívoros.


Aqui no Brasil a colônia tailandesa é pequena, segundo a embaixada da Tailândia são cerca de cinquenta tailandeses em todo país, e sua maioria está em São Paulo, mas é no Rio Grande do Sul que surge o primeiro restaurante típico desta cultura. É possível encontrar bons restaurantes tailandeses em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, e outras cidades.


Para quem quer imersar na cultura tailandesa dentro da sua própria cozinha aí vai a dica:

Os pratos são baseados em três ingredientes: pimenta, suco de limão e nampla (molho de peixe utilizado no lugar do sal marinho). Com este tripé são criadas as mais exóticas combinações onde predominam o picante, o ácido e o salgado. Outros ingredientes marcantes são o açúcar mascavo e o rondashi (pó de peixe). Use sua criatividade e faça a sua receita com inspiração tailandesa.
Os ingredientes específicos são encontrados nas melhores lojas de alimentos naturais e em alguns mercados municipais como o de Curitiba.

O conteúdo aqui publicado é de caráter educacional e preventivo.

Para diagnósticos e receitas procure um médico.